

Cristóvão Colombo | Horizonte Prometido | I - O Sonho do Navegador (1º Andamento)
2026
Suite Sinfónica
Cristóvão Colombo – Horizonte Prometido inspira-se na figura de Cristóvão Colombo e na sua visão ousada de alcançar novos mundos através do desconhecido.
A obra desenvolve-se em três andamentos, traçando um percurso entre sonho, dúvida e conquista.
O primeiro andamento, O Sonho do Navegador, apresenta o espírito determinado de Cristóvão Colombo. De caráter épico e afirmativo, a música reflete a convicção inabalável de um homem movido por um propósito maior, enfrentando o desconhecido com coragem. O tema inicial estabelece a energia impulsiva da viagem interior e exterior, traduzindo a força de uma ideia que se impõe antes mesmo de ser aceite pelo mundo.

Ortigão Costa
2026
Pasodoble de Concerto
Ortigão Costa é um pasodoble de concerto concebido como homenagem a uma figura
profundamente ligada a Azambuja, ao mundo rural e à tradição tauromáquica portuguesa.
Enquanto composição musical, a obra procura traduzir musicalmente a identidade cultural
da região, evocando a força da terra, a nobreza do cavalo, a bravura do toiro e o sentido de comunidade que caracteriza Azambuja. A escrita musical não descreve um espetáculo taurino, mas antes sugere a sua atmosfera simbólica, emocional e cultural.
A figura homenageada, o Dr. Luís Jorge Roldan Ortigão Blank da Costa, destacou-se pela sua ligação à terra, à criação do cavalo e do toiro bravo e pela participação ativa na vida cultural e social da região. O seu percurso contribuiu de forma marcante para a afirmação e preservação da identidade local. Em reconhecimento desse legado, a Praça de Toiros de Azambuja passou a ostentar o seu nome, afirmando-se como espaço de memória viva onde tradição, comunidade e história se encontram.
Mais do que um tributo individual, esta obra assume-se como homenagem ao legado humano, cultural e social deixado pelo Dr. Ortigão Costa, estendendo esse reconhecimento à sua família, guardiã dessa herança e dos valores que marcaram gerações. O respeito pela terra, a continuidade das tradições e a ligação profunda entre as pessoas e os seus lugares simbólicos constituem o núcleo inspirador desta composição.
Assim, Ortigão Costa afirma-se simultaneamente como criação artística e como gesto de memória coletiva, celebrando Azambuja, a sua história e a continuidade de uma herança cultural que atravessa gerações.

Mapearte
2025
Peça de Concerto para Banda e Voz (opcional)
“Mapearte” é uma balada que compus para banda de concerto, inspirada no universo pop/rock e guiada pela bússola do coração. O título nasce da fusão dos nomes da minha esposa, Marisa, e dos meus filhos, Pedro e Duarte — a origem e o destino de tudo o que faço. Nesta peça procurei transformar afeto em música, criando um percurso feito de emoção, simplicidade e pequenos desvios inesperados. Mais do que contar uma história, quis desenhar uma paisagem interior onde cada pessoa possa traçar a sua própria rota ou simplesmente deixar-se levar.

Tocata Convagar
2024
Original para Quinteto de Metais
Esta peça original para quinteto de metais transporta-nos até às vastas planícies do Alentejo, onde a serenidade e a grandiosidade da paisagem se revelam em cada compasso. As linhas melódicas evocam a calma dos horizontes infinitos, enquanto os ritmos e harmonias vibrantes refletem a vida, a cor e a intensidade cultural da região.
Equilibrando técnica, expressividade e emoção, esta obra é uma escolha inspiradora para quem aprecia a música de câmara e a riqueza sonora dos metais.

Feira de Maio em Azambuja
2024
Pasodoble
O passodoble “Feira de Maio” é a minha homenagem à festa maior do concelho de Azambuja, conhecida como a mais castiça do Ribatejo. Inspirado pelo ambiente único que se vive durante esses dias de celebração, procurei traduzir em música a afición que enche a vila, o espírito de união entre as gentes e a energia contagiante que se respira em cada rua. Ao ouvir esta peça, quero que seja possível sentir o pulsar da festa: as largadas de toiros, as provas equestres, a corrida, os arraiais de música popular, o fado vadio e os reencontros de amigos. É, acima de tudo, uma partitura que procura dar voz ao orgulho e à identidade de Azambuja.

Cristóvão Colombo | Horizonte Prometido | II - A Coroa e o Destino (2º Andamento)
2026
Suite Sinfónica
Em A Coroa e o Destino, a ação desloca-se para o ambiente solene da corte de D. João II. Num registo mais introspectivo e contido, a música sugere o confronto entre visão e prudência, onde a promessa de novos horizontes permanece envolta em hesitação e expectativa. O discurso musical alterna entre momentos de tensão e suspensão, refletindo a complexidade de uma decisão que ultrapassa o plano individual e se inscreve no peso da responsabilidade política e histórica. O destino, ainda incerto, parece pairar acima de qualquer decisão imediata.

Nas Asas da Rainha
2026
Peça de Concerto
Nas Asas da Rainha evoca um momento decisivo da história portuguesa: o primeiro voo militar e o nascimento da aviação em Vila Nova da Rainha, local onde o sonho de conquistar os céus deixou de ser apenas imaginação para se tornar realidade.
A obra inicia-se num ambiente solene e expectante, retratando a ousadia dos pioneiros e a preparação silenciosa que antecede o momento histórico. Sente-se uma elevação contida, como asas ainda em repouso, carregadas de propósito e esperança.
Gradualmente, a música ganha impulso e movimento, simbolizando a determinação humana em vencer a gravidade. O carácter marcial que emerge não remete para a guerra, mas para a disciplina, a coragem e a afirmação de um novo capítulo da história nacional.
Num momento de maior introspeção, a narrativa abranda para dar voz ao lado humano da conquista: o risco, a fragilidade e a emoção do primeiro voo. É um instante de contemplação, em que o céu deixa de ser um limite e passa a ser um destino.
A partir daí, a obra cresce em intensidade e confiança, refletindo o sucesso da experiência e o impacto duradouro desse feito pioneiro. A música encaminha-se para um final luminoso e afirmativo, celebrando não apenas o voo em si, mas o nascimento da aviação militar portuguesa e o papel histórico de Vila Nova da Rainha como berço dessa conquista.
Nas Asas da Rainha é, assim, uma homenagem ao engenho, à coragem e à visão daqueles que ousaram levantar voo quando o céu ainda era território desconhecido.

Peregrinação ao Oriente
2025
Peça de Concerto
“Peregrinação ao Oriente” é a minha forma de homenagear Fernão Mendes Pinto, um dos maiores aventureiros e contadores de histórias da nossa história. Fascina-me a maneira como, na sua Peregrinação, realidade e fantasia se entrelaçam, deixando-nos sempre na dúvida entre o vivido e o sonhado — mas, acima de tudo, transmitindo a coragem e o espírito inquieto da época. Nesta peça procurei traduzir em música algumas das etapas dessa grande jornada: a partida cheia de mistério, os mares perigosos, a descoberta de novas culturas, os confrontos e provações, até à chegada final, onde tudo se transforma em memória e eternidade. Mais do que uma narrativa literal, esta obra é a minha leitura pessoal desse legado, um tributo a quem ousou partir sem saber se regressaria.

Olé Nazaré!
2024
Pasodoble
O Passodoble “Olé Nazaré! – Arte, Emoção e Espetáculo” nasceu de um convite do Maestro Rui Sousa, como homenagem à forte tradição tauromáquica da Nazaré e ao ambiente único que se vive na sua Praça de Toiros. Inspirado pela história deste local emblemático, cuja ligação às corridas de toiros remonta ao século XVIII, procurei traduzir em música a energia, a cor e a intensidade de uma verdadeira tarde de festa. Com ritmo vibrante e caráter taurino, esta peça é também um tributo à afición das gentes da Nazaré, que continuam a manter viva uma herança cultural enraizada na sua identidade.

Oleastrum
2024
Marcha de Rua
“Oleastrum” foi a minha primeira obra para banda filarmónica. Uma marcha de rua que nasce da vontade de homenagear a Vila de Azambuja, a minha terra natal. O título recupera o nome romano dado à localidade — Oleastrum, que significa zambujeiro — e serve como ponto de partida para uma peça de caráter alegre, marcada por apontamentos de fanfarra que evocam a conquista da vila aos mouros por D. Afonso Henriques em 1147. Para além dessa inspiração histórica, procurei também refletir, através das harmonias, o espírito festivo e cultural do concelho, ligado à tauromaquia, ao enoturismo, à gastronomia e às suas celebrações populares. Acima de tudo, esta marcha é uma homenagem às gentes simples e trabalhadoras de Azambuja, que sempre souberam fazer da música, seja no folclore ou nas filarmónicas, um elemento essencial da sua identidade.

Cristóvão Colombo | Horizonte Prometido | III - Terra à Vista! (3º Andamento)
2026
Suite Sinfónica
O terceiro andamento, Terra à Vista!, traduz a superação e a realização. Com energia crescente e carácter triunfante, a música recupera e transforma elementos temáticos do primeiro andamento, criando um sentimento de continuidade e resolução. Em alguns momentos, surgem gritos ritmados e percussão com os pés no chão, evocando o esforço coletivo dos homens a remar e o impulso constante da travessia. O discurso musical conduz a obra a um desfecho apoteótico, simbolizando a chegada ao Novo Mundo como culminar de uma visão que resistiu ao tempo, à dúvida e à oposição.

Nossa Senhora do Paraíso
2025
Marcha de Procissão
A marcha de procissão Nossa Senhora do Paraíso foi composta em homenagem à padroeira de Vale do Paraíso, evocando a tradição e a fé que marcam a identidade religiosa e cultural desta localidade.
Inspirada no lendário “santo achamento”, ocorrido por volta de 1570, a obra relembra o episódio em que a imagem da Virgem Maria foi encontrada no tronco de um sobreiro e, milagrosamente, regressava sempre ao mesmo lugar. Este acontecimento originou a devoção local e a construção do atual templo, preservado até hoje pela Confraria de Nossa Senhora do Paraíso.
De carácter solene e contemplativo, a marcha transmite musicalmente a reverência e o sentimento de fé vividos nas procissões. As melodias evocam a paisagem serena, o sobreiro sagrado e o caminhar devoto do povo. No centro da obra, destaca-se um tema lírico e repetido, que simboliza o regresso milagroso da imagem e a permanência da Senhora no seu lugar eleito.

Fado dos Casais
2024
Arranjo para Quinteto de Metais
Em 2024, o Azambuja Brass Quintet teve a honra de atuar no 38.º aniversário do CCRCB Casais dos Britos. Foi nessa ocasião que o meu amigo e trompetista Jorge Santos me desafiou a fazer um arranjo para quinteto de metais do “Fado dos Casais”, da autoria de Miguel Ouro, um tema cheio de significado e profundamente enraizado na comunidade local. Aceitei o desafio com enorme gosto e dedicação, criando uma versão que procura respeitar a essência da obra original e, ao mesmo tempo, dar-lhe uma nova vida no universo dos metais. Este trabalho só foi possível graças à inspiração do Miguel Ouro, à confiança do Jorge Santos e à entrega dos meus colegas do Azambuja Brass Quintet, a quem agradeço profundamente.

Nossa Senhora da Assunção
2024
Marcha de Procissão
A peça “Nossa Senhora da Assunção” foi inspirada na celebração da Virgem Maria, em alusão à sua assunção aos céus, um dos momentos mais marcantes da tradição cristã. A 15 de agosto, esta festa reúne fé e devoção em torno da Mãe de Deus, vista como sinal de esperança e antecipação da ressurreição prometida aos cristãos. Com esta obra, procurei traduzir em música o caráter solene e luminoso desta celebração, evocando tanto a serenidade da espiritualidade mariana como a glória que a Igreja associa ao seu acolhimento no céu. É, ao mesmo tempo, um tributo à fé e um convite à contemplação.